Com os seus pés descalços, caminha sobre as folhas castanhas molhadas que cobriam o chão… o som do vento batendo nas
árvores e o canto dos bonitos pássaros que por ali voavam, eram a única
distracção desta linda rapariga.
O outono chegou, chegou mais cinzento que
alguma vez tenha chegado. As nuvens completaram o céu claro, tornando tudo num
tom escuro, como se o mundo que ela conhecera deixara de existir no momento em
que o céu se revoltava com toda a chuva que libertava e com toda a sua agressividade.
Caindo pinga a pinga, a menina deitou-se,
fechando os olhos, reflectiu, reflectiu na única palavra que lhe veio ao
pensamento… “amo-te”, ultima palavra de seu querido pai.
Uma única palavra pronunciada, com tanto
significado, com tanto sentimento… Uma última recordação que viverá eternamente
na sua memória.